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ARTIGO

Evite a escalada do sobreendividamento

Publicado: 2010-04-30         Tópico:

Finanças Pessoais

Evite a escalada do sobreendividamento

O crédito quando bem utilizado é um motor para a Economia, mas o risco de cair numa espiral de consumo a qualquer preço é mais real do que julga. Muitos portugueses endividam-se numa armadilha consumista que leva à contratação de um, dois, três ou mais créditos em simultâneo. O resultado é uma verdadeira “bola de neve” com dívidas atrás de dívidas que parecem não mais acabar.

Para que não se deixe levar neste erro, convém ter consciência de algumas regras básicas. Antes de contrair um crédito tenha bem a noção das suas reais necessidades e a situação actual em que se encontra a nível financeiro. É vital saber que despesas são prioritárias e as que são dispensáveis. O mesmo será dizer que não perde nada se tiver a clara noção do orçamento familiar existente e aferir que peso têm as prestações de um ou mais créditos nas suas finanças pessoais. Se as prestações superam os 40% do seu rendimento, mais vale chegar a acordo com as empresas credoras e reestruturar o crédito para aliviar as prestações.

A consolidação dos créditos poderá ser também uma opção vantajosa como forma de diminuir o esforço financeiro no pagamento das prestações, já que o prazo é dilatado. Mas há que ter em atenção que, por exemplo, na consolidação de crédito existe por exemplo um imóvel como garantia se houver incumprimento de pagamentos. Quando não há garantias reais de que tal vai acontecer, os riscos para a entidade credora aumentam, como tal, passam a cobrar “spreads” mais elevados e há grandes dificuldades na obtenção de um crédito consolidado.

A poupança continua a ser uma forma de acautelar qualquer tentação de sobreendividamento. Defina objectivos e opte por começar a amealhar para não ter de pedir dinheiro emprestado e gastar, na realidade, mais do que solicitou. O cenário ideal seria conseguir juntar 10% do seu ordenado mensal. Se não o conseguir, pense poupar dois euros por semana. No final, se o saldo for positivo, poderá aplicar o pé-de-meia em produtos de poupança. Deverá ter uma poupança mínima de 5 a 6 vezes o rendimento mensal, para fazer face a imprevistos como uma doença súbita, um acidente, despesas extras não calculadas.

Deve igualmente adoptar comportamentos diferentes na gestão das suas despesas mensais, com vista a diminuir, por exemplo, na conta da electricidade, da água, telefone e do gás.



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