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Estudantes endividam-se mesmo com a crise
Publicado: 2011-04-11 Tópico:Crédito Formação
Entre Dezembro de 2007 e o mesmo mês de 2010 contabilizaram-se 163 milhões de euros em crédito para formação, com garantia mútua e com uma taxa bastante atractiva, efectuados por 14 mil alunos.
De acordo com dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, entre 2007 e 2009 registou-se uma maior afluência a este programa de crédito, tanto a nível de montantes de empréstimo como número de pedidos efectuados pelos alunos, o que é natural, já que devido à novidade há sempre mais procura.
Com base no último balanço do da Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua, foram 11.108 alunos que pediram empréstimo entre 2007 e 2009 o que mostra que em 2010 existiu uma significativa queda.
O Governo não valoriza muito estes números e afirma até que a expectativa era que fossem solicitados em média 3.000 créditos por ano. Além disso, alerta que seria alarmante se devido à crise aumentassem os pedidos, agravando ainda mais a já de si frágil situação financeira nacional.
Com a crise assistimos a um menor apoio social o que se poderá traduzir em maior abandono escolar, no entanto, Manuel Heitor, secretário de Estado do Ensino Superior não considera que o novo regime para acesso às bolsas de acção social vá resultar em mais desistências do ensino superior.
Este novo regime altera a forma de cálculo, em que já não são consideradas as despesas de alojamento, toma-se em consideração os rendimentos iliquidos e o conceito de agregado familiar alterou-se. Além disso, agora o valor de referência tomado em consideração é o Indexante de Apoio Social (IAS), com o valor de 419 euros, enquanto que no antigo regime, para o cálculo do apoio social considerava-se o salário minimo nacional.

