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ARTIGO
Conselhos para acabar com as dívidas já!
Publicado: 2010-08-23 Tópico:Finanças Pessoais
- Um bom conselho é fazer um planeamento dos gastos anuais. Existem gastos sazonais que temos todos os anos, ou o pagar os seguros, o levar o carro à revisão, compra de material escolar em Setembro, o Natal. Uma boa forma de não sentir o peso dessas despesas é reservar todos os meses um valor para que quando chegue o dito mês o dinheiro já esteja preparado sem necessidade de mexer no seu orçamento mensal. Para além de reservar um montante para despesas ocasionais, reserve também para poupança, como se fosse uma despesa mensal. Bem patente neste conselho está a elaboração de um orçamento familiar, em que se contabiliza toda e qualquer despesa, fixa ou variável, de forma a perceber para onde está a ser canalizado o dinheiro e aprender a não consumir mais do que os rendimentos obtidos.
- A taxa de esforço é uma boa variável a ter em mente. Uma taxa de esforço aconselhável é 30%, que no fundo representa a capacidade financeira para suportar créditos. Por exemplo, se ganhar 1000 euros e gastar 300€ em créditos, está numa situação confortável, mais do que isso pode correr riscos, já que o valor restante pense que é para pagar despesas fixas mensais, como alimentação, luz, água, combustível e sobrar algum para poupança.
- Ter uma poupança é fundamental. Se eventualmente algo acontecer, que o iniba de receber os rendimentos que são habituais mensalmente, sabe que tem um fundo de reserva para fazer face a algum imprevisto. A DECO aconselha a destinar uma parte do seu rendimento para a poupança, todos os meses e uma situação confortável é que esse pé-de-meia chegue a 5 ou 6 vezes o valor do seu rendimento. Pode abrir uma conta à ordem a render juros ou um depósito a curto prazo.
- Os cartões de crédito são uma tentação e estão bem ao nosso alcance, daí que seja necessário fazer a escolha acertada comparando a TAEG e escolher a mais baixa, assim como olhar para a anuidade e taxas.
- Pense bem sobre o crédito habitação. Se ainda não o contratou veja bem se pretende avançar com essa decisão pois trata-se quase de uma relação de uma vida, especialmente para quem contrata com prazo a 50 anos para que a prestação seja mais baixa, no entanto, tal implica pagar mais de juros. Em situações de aperto esta pode ser a uma forma de negociação para dilatar o prazo e tal traduzir-se numa prestação mais acessível.
- Ainda no âmbito do crédito habitação, falemos do seguro de protecção ao crédito. Este pode ser uma solução no caso de doença ou desemprego, mas atenção que só compensa se for trabalhador por conta de outrem. É necessário fazer umas simulações para perceber as coberturas, as exclusões, o período de carência, etc. e então ver se valerá a pena.
- Finalmente, os últimos conselhos que deixamos são relativamente a hábitos que criamos mas que tendo em conta o actual panorama, vamos ter que os perder. Vamos lá deixar de viver como se o dinheiro não fosse um problema e vamos passar a dar atenção a pormenores que se somados ao final do mês são bem capazes de resultar numa quantia considerável. Falamos, por exemplo, de desligar luzes, quando já não são necessárias, desligar aparelhos sem ser pelo comando ficando em stand-by que acaba sempre por consumir. Faça comparações de preços, especialmente nas compras de alimentação em que é fundamental levar uma lista de compras para não comprar mais do que o necessário e comece a considerar a hipótese de comprar produtos de marca branca porque são bem mais baratas e têm praticamente a mesma qualidade. Reveja os seus contratos a nível de luz, telecomunicações para baixar a despesa mensal e comece a levar comida de casa para as refeições no trabalho.
Vai constatar que com estes pequenos gestos estará a poupar bastante dinheiro que ficará disponível para algo mais prioritário que surja no seu orçamento, ou quanto mais não seja sobre para efeito de poupança.
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